Nº Páginas: 216
Sinopse:
Corre o ano da graça de 1630 – estando Portugal sob a dominação espanhola – quando é apresentada queixa da profanação nocturna da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, envolvendo, entre outras coisas, o escandaloso roubo de hóstias. Do alegado crime herético é imediatamente acusado, embora sem quaisquer provas, Simão Pires Sólis – um cristão-novo de trinta e cinco anos conhecido pelo seu êxito com as mulheres, visto a rondar o templo na noite anterior, montado num cavalo de patas entrapadas para evitar o ruído. Condenado à morte na fogueira, Simão ter-se-á proclamado inocente de um roubo que, afinal, talvez nem tenha sido cometido; e, no instante da execução da sentença, lança uma maldição sobre a igreja inacabada, dizendo a sua inocência tão certa quanto as obras de Santa Engrácia nunca chegarem a conhecer o fim (praga que, como sabemos, teve um efeito deveras duradouro).O homem de leis Antero Figueira, testemunha daquele martírio injusto, decide, logo após a execução, investigar por sua conta e risco os motivos obscuros das andanças do judeu a horas tardias e as razões que o levaram à condenação, expondo num relato escrito as contradições do caso e as consequentes impunidades da Justiça. Da leitura deste caderno, escrito com linguagem da época por um autor sempre versátil como Tiago Salazar, muitas das surpresas prometem deixar-nos realmente boquiabertos.
Autor
Tiago Salazar
Edição
Mai 2025
Nº Páginas
216
Temática
Romance Histórico
Idioma
Português
Dimensões
15,6 x 23,8 x 1,3cm
Tipo de Capa
Capa Mole


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