Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: A literatura colonial, para muitos uma pseudo-literatura ou uma literatura imoral, possui uma clara importância estético-literária e cultural, uma vez que é tributária de toda uma tradição que, de um modo mais ou menos marcado, tem regido as principais redes das relações de identidade e de alteridade ao longo da história da humanidadeos helénicos e os bárbaros, os cristãos e os pagãos, os muçulmanos e os infiéis, os civilizados e os primitivos ou selvagens, os desenvolvidos e os subdesenvolvidos.mpério, Mito e Miopia – Moçambique como invenção literária permite não necessariamente reabilitar ou legitimar a literatura colonialnão é esse o objetivo , mas tão-somente compreender, problematizando, a especificidade de um modo de (re)inventar mundos, segundo uma lógica alicerçada numa pretensa supremacia cultural, ética e civilizacional.O imaginário dominantemente representado pela literatura colonial ainda subsiste e leva-nos a falar numa colonialidade intemporal e proteica, em exercícios permanentes de travestimento representacional seja ele literário ou extraliterário. O presente que hoje vivemos, nesta globalidade difusa, desequilibrada e inquietante, não faz mais do que confirmá-lo.
Autor
Francisco Noa
Edição
Abr 2026
Nº Páginas
400
Temática
História e Política
Idioma
Português
Dimensões
15,8 x 23,8 x 2,5cm
Tipo de Capa
Capa Mole


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